Deve estar neste preciso momento a olhar para os seus cartões de crédito e a pensar como foi possível perder o controlo dos mesmos.
Lembra-se perfeitamente do dia em que aderiu pela primeira vez ao cartão de crédito no balcão do seu banco e rapidamente surgiu o segundo mediante proposta da funcionária simpática do seu supermercado de eleição. Surgiu depois o terceiro e começa aparecer os primeiros sinais de descontrolo…
Mas é tudo tão fácil!!! Deseja aquele para de calças, aqueles sapatos, aquele telemóvel e compra sem qualquer dificuldade e só se lembra que os tem de pagar quando surge as primeiras facturas do seu cartão de crédito.
ALERTA… NÃO CONSIGO PAGAR OS MEUS CARTÕES DE CRÉDITO…
Chegou o momento em que não consegue pagar todos os seus cartões de crédito sem recorrer a pagamento mínimos e mesmo estes já assumem um peso considerável no seu rendimento disponível.
Como é óbvio sabe que o pagamento mínimo não é solução e que irá passar o resto da vida a pagar o seu cartão de crédito e a dar centenas de euros ao banco de juros que poderiam ser seus se controla-se o seu impulso consumista.
O QUE FAZER?
Provavelmente está numa situação em que julga que não é possível fazer nada e estará até planeando pedir um crédito junto do seu banco com o objectivo da consolidação da divida do seu cartão de crédito.
Tenha calma… Poderá existir uma solução mais simples e sem qualquer encargo adicional.
1º PASSO | DESTRUA TODOS OS SEUS CARTÕES DE CRÉDITO
É um pouco radical, mas assim pelo menos não irá ter novamente a tentação de utilizar o pouco plafond que ainda tem disponível.
2º PASSO | REUNA OS ULTIMOS EXTRACTOS DO SEU CARTÃO
Com este procedimento irá conhecer o capital em divida dos seus cartões e poderá organiza-los por ordem crescente, ou seja, o cartão com menor divida até ao cartão com maior divida.
3º PASSO | ACABAR COM A DIVIDA
Este é o ultimo passo e considero que e o mais importante. Antes de começar só quero deixar a nota de que o objectivo é acabar com a divida dos cartões de crédito e sentir essa satisfação sempre que vai eliminando uma de cada vez.
Como considero que é mais importante a satisfação pessoal de missão cumprida do que os aspectos quantitativos, vou ignorar a taxa de juro do cartão de crédito, pois caso pense em considerar esta variável terá que abdicar da satisfação pessoal de ver a divida do seu cartão de crédito a desaparecer.
Vamos lá então…
O primeiro cartão de crédito que vai desejar pagar é o que possui menor divida, então, nos próximos meses até que essa divida acabe vai efetuar pagamentos mínimos nos outros cartões e todo o dinheiro extra que possuir irá canalizar para o cartão com menor divida.
Se por ventura já se encontra numa fase de pagamento mínimos dos cartões então terá que reconstruir a sua vida financeira e encontrar oportunidades de rendimento extra para aplicar a estratégia.
Assim que terminar de pagar a divida do seu primeiro cartão, coloca todo o ciclo em movimento desde do inicio, pagando o mínimo nos cartões com maior divida e o máximo que puder no cartão com menor divida, mas com um extra, pois já não possui uma divida que acabou de eliminar originando um dinheiro extra para amortização.
FINALIZANDO
Esta estratégia não leva em conta elementos quantitativos , como por exemplo, poupança de juros, mas sim variáveis emocionais que influenciam o estado de espírito do devedor.
Estas variáveis criam motivação e proporcionam satisfação alimentando o desejo de liquidar com a divida dos cartões de crédito numa ordem crescente.
O que lhe parece?

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